Eu sou, para (quase) todos os efeitos, bilingue. Isto é mais produto da minha infância do que da minha multi-etnia . De qualquer forma, sinto e tentarei fazer com que português (a minha suposta língua primária) tenha maior relevo neste blog. Faz parte da minha herança cultural e acho que até chega ao ponto de ironia, eu só conseguir apreciar dita herança como emigrante e não como residente.
Isto tudo a propóstio de quê, afinal?
Tentei uma receita que me foi dada pela minha tia. Sim, ela é portuguesa e não, a receita não é lusa. Pelo menos suponho que não.
Achar, de acordo com a wikipédia, é uma “conserva típica da culinária indo-portuguesa”, embora em inglês o mesmo termo seja usado para coservas do sub-continente em geral. Dada a presença portuguesa na Índia, é provável que os exploradores tenham simplesmente adoptado a conserva e que pelo mundo lusófono se tenha associado exclusivamente às colónias portuguesas. De qualquer forma, não vejo nenhuma influência portuguesa na receita a não ser que contemos com o uso da malagueta cuja introdução na Índia, salvo erro, é atribuída aos exploradores portugueses*. Continue reading



